Ele deixou-me louca, enquanto ele se pedia desculpa infinitamente eu estava a lidar com uma tempestade de sentimentos emaranhados, violentos, que queimavam-me e destruíam-me internamente, FODASE!!!!
Eu mal conseguia estar parada, olhava para os pixeis do ecrã e jurava se visse a cara dele iria fazer de tudo para a deixar distorcida além de compreensão e reconhecimento facial - isso sem qualquer agressão, estava confusa e ainda estou. Enquanto ele se assumia, eu aumentava o ego dele, eu não fiz nada do que fiz de propósito, mas, no fundo da minha mente tinha a voz da razão, que me tirou da depressão e esquizofrenia, que me tirou da escuridão, essa mesma voz avisava-me que estava errada quanto aquilo tudo, não indicava mais informações, eu devia parar.
Essa voz da razão desativou-me os sentimentos por 5 horas seguidas, enquanto ainda estava a ler e escrever mensagens pelo Instagram. Enviadas e mandadas por mim e ele e emojis sem sobrancelhas no meio. Eu esclareci que não sentia nada, sentia de tudo, mas silenciada, tinha o vazio, mas o vazio pesado. O meu organismo avisou-me para parar, brincadeira suicida aquela que me condenaria a estar viciada em algo que não me via porque não disse. Estou com medo. Eu estava a alimentar o prazer dele, o seu amor, a usa-lo, a brincar com ele, tal como fiz com outro rapaz com o mesmo método de mensagens, éramos e continuamos a ser íntimos... porque sou assim? Tudo o que toco intimamente é destruído, se essa coisa não se repor.
O rapaz teve tratamento, ainda falamos, mas com moderação, O novo? Ele tinha traumas, síndromes que não me afetavam, passado com linha de costura aberta, fácil de pegar e arrancar, eu pensava que tinha sido destino a juntar, ele a jurar, eu a ignorar. Afinal o destino juntou, ele apaixonou-se e eu.. Joguei o jogo dele, espelhei e pintei o quadro que ele pintou de mim com emoções que sentia NOJO, NOJO RAIVA E DESESPERO. Odeio amor. Mas eu gosto da sua arte, não é para mim. Eu não quero sentir-me desta maneira.. Mas como eu sei se eu tenho essa emoção se não tenho a certeza se é espelhada ou sentida realmente. Desenvolvida por mim, partilhada com ele. No fundo, eu não quero nada com ele, fiz jogo feio, jogo injusto, joguei a carta de pessoa perfeita antes de jogar a "não estou preparada para avançar" e agora não posso jogar essa mesma carta que ele jogou.
Ele apaixonou-se. Estou num dilema onde se eu sentir o mesmo, vou odiar-me e ama-lo. Se o odiar, vou cometer o mesmo erro que fiz com aquele rapaz a anos atrás, mas muito pior, ele tem trauma, eu tenho segredos, ele perdeu o brilho do otimismo, eu uso o otimismo como escudo, ele joga-se para um buraco sem lógica, apenas por sentir, e eu? eu fico observar um possível suicídio. Culpada por um crime nunca cometido, eu devo-lhe uma desculpa, não o devo sentimentos que nunca tive. Bom de mais para ser verdade, ele pediu-me fotos, eu enviei-lhe, isso enquanto segurava uma faca emocional de 2 lados, a voz da razão mantém o seu nome. Eu destruo-o assim que disse.. Disse quem eu gostaria de ser, mas nunca fui. E ainda tinha mais. A identidade legal que não condizia, ele eventualmente ia descobrir por acidente, por outras bocas, por um certo busca-atenções-então-inventa-mentiras ou depois do encontro no final desse dia... Eu iria mata-lo por dentro.
Iria fazer a mesma coisa que uma relação faria "destruir para reconstruir", porque eu estou otimista que ele vai ver-me com os mesmos olhos e com a mesma ausência de brilho que tinha mentido que ele teria. Mentiras, mas eu estava a ser sincera para mim e para ele, só desta vez. Eu ainda tenho esperança. Através dele, descobri-me a mim, descobri quem eu era, como agia, uma experiência transparente não intencional. Ele foi um espelho para mim mesma... eu era nojenta, não fisicamente, emocionalmente um caos, mentalmente uma doente sem cura, espiritualmente uma ESTUPIDA DE MERDA, por fora.. humano, nada mais, odiava partes físicas minhas, vem da natureza, a natureza que posso aceitar, mas por escolha quero mudar.
Eu era humana e continuo a ser, uma estúpida de merda se fosse qualquer outro ser vivo... menos as aguas vivas, elas são de boas, elas fazem aquilo que humanos nunca conseguiriam fazer: nada (apenas no sentido da ausência de pensamento e racionalidade). Eu era a humana mais tóxica que já conheci. Eu culpo-me, tal coisa é um dom, eu via a parte mais impura a minha, tudo de uma vez. Concluindo, tarde de mais. Lido com premorto. Quer eu faça algo ou nada, quer eu diga a verdade ou a mentira. Lido comigo. Nunca mais vou poder ser livre da mesma forma. Maior castigo. Não existe solução, morte para nós os dois! Yupii, vemo-nos na próxima vida. Eu? Eu sou confusa, eu sou simples, sou lógica, sou ilógica. Sou uma doente, uma estúpida, tóxica que destrói tudo o que toca.
Sociedade ouve isto: quem és tu (já sei a resposta), quem é que pensas que és para mudar-me (retórico), onde estão as pessoas.. Onde estão as almas que pela sua ausência tornaram-te tóxica?
— Fim —