Preciso, preciso sim, um sentimento próximo está de despertar-me do meu sono, como no último minuto! Nunca senti isto antes, um antídoto inesperado,fresc-ado.. Que eco é este, este, e... Mas que irritante, te, te, e.
Nããããõ.Simplesmente voltei a tirar o meu pijama e saltei de lado na cama, de volta para o quentinho. Contar historias é aborrecido quando se tem este eco a perseguir, a ler tudo em direto, não estou a interpretar a história, não estou a associar, apenas a materializar o meu consciente. Maior que o maior é sentir-se fraco, podes não entender agora, mas isso irá fazer muito sentido depois dos próximos acidentes de mota.
E... cá vou eu contar isto de novo, não és o primeiro, pois não? Enfim, eu tinha acabado de sair de casa dos meus sogros, com a pancinha bem cheia de batatas cozidas e bacalhau, estava com uma vontade indescritível de sentir o vento, de provar os cheiros e de saborear as cores do céu a altas velocidades. Não! Eu falo isso porque isso realmente aconteceu, quando vais a 200 km/h numa autoestrada fica difícil regular, magia!
Já agora: nunca andei de mota, não sei porquê, mas nunca andei,assumir nê? Acreditas até alguém desacreditares. Desculpa as palavras, foi propositado... enfim, onde eu ia? Ah pois! O eco chato que fica no fundo da minha mente e o acidente.
Eu saltei para a mota, coloquei o capacete, rodei as chaves e fiz uma curva para a minha direita, apenas para sair do quarteirão e domesticar o vento da área. O dia estava quase a acabar, interpreta como quiseres, eu estava livre, a radiar de volta os raios do sol (ou lua se quiseres, isso não deve funcionar bem) e a ir a caminho do tapete “Sweet home” na minha vizinhança, acelerei forte, agarrei-me e inclinei-me para a frente, os valores a subir, a pressão ainda mais do que isso, eu sentia que tudo o que estava a minha volta passava-se o dobro da velocidade, eu era o mais lento, mas, na verdade: os radares nem me conseguiam capturar.
E se eu dissesse que quando pensares em motas também vais pensar neste cenário?
— Fim —