Não tenho religião, não quero pesos do passado ativos, não tenho doenças mentais, as responsabilidades são tão generalizadas na minha cabeça que se tornaram rotina... eu nunca me senti mais leve, mais livre, mais sentimental. Sou pessoa de poucas promessas, promessas para mim são pactos com a alma, comprometeres a fazer uma coisa nem que dure o resto da tua vida, até a tua morte. Prometeres uma coisa, para mim, é como tirares um pouco da tua alma, da tua pessoa e confiares em ti e ao sujeito para concluir essa tarefa e colocar esse pouco da tua alma de volta no sítio.
Eu não faço promessas para outras pessoas porque são imprevisíveis, esquecem-se, morrem, vão para sítios, desenvolvem vidas desnecessariamente complexas... Eu sou a pessoa que mais me confia para uma cena dessas, eu arranco um pedaço da mim mesma para cumprir a promessa, eu arrancaria um membro por uma mensagem para mim mesma, eu estou em controlo de mim, se não tiver, ninguém mais pode ter. Vou ser uma louca que anda por aí. Eu esperava mudar um dia, deixando tudo para trás, viver como uma nova pessoa, novos hábitos, novas pessoas, era inevitável que os meus passados iriam perseguir-me
"Ei Leo, como vai?"
"Umm acho que estás a falar com a pessoa errada"
"Não te lembras de mim? Eu sei que és tu, não consegues esconder-te por trás de novo corpo, nova mente, nova aparência, eu ainda consigo ver esse brilho nos teus olhos."
"Precisas de ajuda? Senhor.. eu não te conheço"
Nojo... nojo.. NOJO NOJO UGH... Senhor que rebenta bolhas, senhor que segura alianças, senhor que contem uma arma, quero se jogue da ponte 2 quarteirões daqui e que se afogue.
— Fim —